[Livro] O Estado Moderno e O Capitalismo Internacional – Miguel Reale

Duas obras excelentes e de leitura indispensável.

Segue um trecho:

“No Brasil, não pode pairar dúvida sobre o poder do supercapitalismo. Nossa política reflete operações de crédito irreveladas, negociatas que se fazem no silêncio dos ministérios, em benefício de indivíduos que levam na carteira – sob forma de ações e debêntures – as dores da Nação escravizada.

Só os liberais acreditam na soberania do povo brasileiro.

Só eles acreditam que a nossa imprensa é livre, que não obedece, através da pressão econômica, a institutos de crédito daqui e de fora. Quem não se lembra de certas campanhas espalhafatosas, pagas pelas facções capitalistas?[…]

[…]Nacionalismo, sem anticapitalismo é expressão vazia, motivo poético de política “diletante”.

Foi assim pensando, que rapazes patriotas, erroneamente considerados comunistas, concluíram deste modo um relatório palpitante:

“Nós estávamos habituados, até bem pouco tempo, a encarar o capitalismo econômico de um ponto de vista inteiramente falso. Encarávamo-lo como uma expressão de interesses nacionais, expandindo-se em detrimento de numerosos países. Falávamos do imperialismo inglês, do imperialismo norte-americano. Os capitalistas revestiam-se desses aspectos nacionalistas. Hoje verificamos que o capitalismo organizado não tem Pátria e obedece a leis secretas de aniquilamento de todos os povos”.

Miguel Reale, jurista

Extraído das páginas 86 e 87 do livro “O Estado Moderno”, Miguel Reale, 1934,

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