Principiologia da Juventude Conservadora de Sergipe

A Juventude Conservadora de Sergipe (JCS) é uma organização conservadora, dissidente e revolucionária. Nós nos apresentamos como revolucionários na mais integral concepção da palavra. Revolução é a intervenção do homem, em prol de seus irmãos, na inexorável marcha da história. Acreditamos, pois, que somente uma corajosa e guerreira transformação radical da estrutura política, econômica e social pode recolocar o Brasil nos trilhos dos progressos morais e materiais. Ao mesmo tempo, defendemos que essas transformações não podem fazer olvidar na sociedade o espírito de unidade tradicional, uma vez que é ele a força motriz que impulsiona um povo à luta pelos seus semelhantes. Somos, portanto, verdadeiros revolucionários e verdadeiros conservadores. Uma ideia nova para tempos novos!

Posicionamo-nos como homens e mulheres que resistem aos ataques do mundo moderno e mantendo-se de pé em meio as ruínas. Abaixo segue resumidamente alguns princípios que regem o grupo:

Nacionalismo

Devemos defender primeiramente os interesses de nossa nação, defender nosso povo, nossa cultura, nossas tradições. Não devemos ser submissos aos interesses internacionais. Nós devemos nos opôr resolutamente e rejeitar as manobras dos imperialistas por “globalização” e “integração”, e combater firmemente para preservar as características excelentes de nossa nação e salvaguardar sua independência. Devemos manter a soberania nacional também através do aprimoramento militar , da nacionalização dos recursos minerais do subsolo brasileiro e do favorecimento da industria nacional e mercado local através das baixas taxas de juros e programas nacionais.

Comunitarismo

Um dos maiores problemas do mundo pós-moderno é o individualismo. O coletivismo, porém, não passa da defesa das aglomerações de indivíduos. Nós apoiamos o comunitarismo, a ideia de que a pessoa é parte inextricável de alguma comunidade, participando em uma coleção de interações entre uma comunidade de pessoas em um dado lugar, possuidoras de uma ou mais características em comum. A comunidade é o espaço onde aprender a prática da virtude e onde o sujeito se inicia em uma determinada tradição. “Uma tradição viva, afirma MacIntayre é uma discussão historicamente desenvolvida e socialmente encarnada”. É impossível ao sujeito situar-se fora de uma tradição. A comunidade existe antes do indivíduo, e perdura para além dele caso não seja destruída. A família é a menor e mais fundamental das comunidades e, por isso, é a base do Estado.*

Ambientalismo

A natureza sempre fez parte do cotidiano do homem. Devemos buscar uma forma de vida em que a harmonia com o meio ambiente seja algo presente e não somente mais um aspecto para servir de propaganda. O investimento em energia verde,limpa e renovável (Eólica, Solar , Biomassa, Maremotriz e etc) deve ser constante, bem como a criação de comunidades sustentáveis através de ecovilas. As ecovilas também poderão ser de grupos com um pensamento dissidente em comum, mantendo assim princípios específicos no local e a harmonia e camaradagem sempre presente.

Distributismo

A posse dos meios de produção e pequena propriedade devem ser difundidos e estar o mais amplamente distribuídos entre a população. A enorme concentração de terras não é essencial e devem ser fragmentadas e distribuídas entre famílias. A aplicabilidade disso é total e imediata na agricultura, mas também é possível no setor da indústria e dos serviços, dependendo do tipo de bem produzido ou serviço oferecido. O ideal é conseguir uma economia equilibrada, com agricultores independentes, pequenas empresas em autogestão e uma sociedade descentralizada, com um povo solidário e famílias autosuficientes.

Trabalhismo

Sem o trabalho o homem não vive dignamente. O trabalho dignifica o ser humano. O trabalhador, isto é, a pessoa humana, é o principal e não o capital ou o lucro. O trabalhador e a geração de empregos deve ser um ponto central de qualquer país. Não somente o trabalhador deve ser favorecido mas também o empregador, facilitando a abertura de pequenas empresas e fomentando o empreendedorismo e subsídio do Estado para tal fim.

Estadismo

Defendemos um Estado forte, técnico e intervencionista, um Estado que se preocupe realmente com a nação e que não que seja propriedade de um grupo reduzido de políticos. Estado forte, autoritário, intervencionista, regulador, paternal, excessivamente vigilante, ou com o dever de proporcionar o bem estar social, por exemplo, pode ser considerado um estadista. Engana-se os que pensam que o Brasil atualmente é um bom modelo de Estado (delírio liberal). Estadismo não implica em usura e usurpação social. Precisamos deixar de ser o campeão da usura mundial com taxas de juros elevadíssimas.

Multipolarismo

Defendemos o multipolarismo como princípio das relações internacionais para o futuro. Somos contra a hegemonia de uma ou algumas nações no mundo, impondo suas decisões e subjugando países. Defendemos as múltiplas potências, alianças continentais e conglomerados civilizacionais. O multipolarismo não se reduz a apolarismo nem ao multilateralismo, dado que não coloca o centro decisor (o polo) no seio dum governo mundial, nem na clave dos EUA e dos seus aliados democráticos (o “Ocidente global”), nem ao nível das redes sub-estatais, ONGs e outras instâncias da sociedade civil. O polo deve localizar-se noutra esfera qualquer.

Metanoia
Quando falamos em metanoia tratamos sobre a mudança interior, a transformação gradativa do cordeio em um leão. É a revolução interior, que se configura numa mudança de atitude do Espírito em face dos problemas que lhe são apresentados, numa transmutação integral de valores que, de acordo com o sentido astronômico e tradicional do termo “Revolução”, implica um retorno do Espírito aos princípios – aos únicos verdadeiramente imortais princípios – da Tradição. É o processo de forjar o Novo Homem, cuja mudança é permanente. Não adianta permitir ou proibir algo se tempos depois tudo ruirá por não existir pilares reais de sustentação.

Arqueofuturismo

Nem o progresso tecnológico puramente e ignorando o passado e as tradições nem o retorno puro de um período clássico e idealizado. O progresso deve ocorrer obedecendo a determinados aspectos e guiado por valores e virtudes imutáveis. Vamos assistir ao ressurgimento de valores tradicionais vitais, e dele não sairá senão um povo que sabe associar o regresso das tradições e da ordem sociobiológica à tecnociência futurista.

Tradicionalismo

Contrario ao mundo pós-moderno, defendemos um retorno das tradições. Acreditamos que aquilo que deu certo durante milênios e sustentou nações não deve ser modificado. Do ponto de vista de Julius Evola “uma civilização ou uma sociedade é tradicional quando é regida por princípios que transcendem o que é meramente humano e individual, quando todas as suas formas vêm do cimo e quando ela está toda orientada para o alto”. A civilização tradicional assenta então em fundamentos metafísicos. É caracterizada pelo reconhecimento de uma ordem superior a tudo o que é humano e contingente, pela presença e autoridade de “elites” que retiram desse plano transcendente os princípios necessários para assegurar uma para um conhecimento superior e conferindo por fim à vida um sentido vertical. A organização social hierarquicamente articulada, abrindo as vias a acredita que valores e idéias preexistem à Ação. Ele não compreende que Ação precede tudo, como disse Goethe, e que é através da combinação dinâmica de Vontade e Ação que todas as idéias e valores nascem a posteriori.

Educação Alternativa

Além da escola convencional, deve-se permitir o desenvolvimento de cada criança em casa através do homeschool. A responsabilidade principal de educar o filho é dos pais. Quanto ao ensino dos conhecimentos e conteúdos gerais, os pais podem optar por ensinar seu filho em casa pessoalmente ou parcialmente em cursos ou escolas, a distância pela Internet , inclusive, e propositalmente citada por último, colocar em uma escola. Também apoiamos o desenvolvimento num ambiente livre e cooperativo, sem provas (nos moldes atuais) e com forte apoio nos trabalhos manuais, na arte,música e com atividades similares as encontradas em movimentos como o escotismo.

Defesa

Pelo direito à legítima defesa armada! Todo cidadão tem o direito de se proteger. Não devemos esperar somente pela polícia e forças de segurança. A vida do cidadão não pode ser confiada nas mãos de quem não pode proteger efetivamente. Defendemos sim o armamento da população. Também ao longo da história, as restrições ao direito de acesso às armas foram as ferramentas mais utilizadas por ditadores, como uma forma de enfraquecer a população a ser dominada. O povo não deve se curvar, deve se armar!

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