Talvez não seja homofobia…

Homofobia:

Vou usar o exemplo do presidente da Uganda, pelo que passou nos Jornais e deu uma polemica desgraçada, o ser sancionou uma lei que torna crime os atos homossexuais, punindo com prisão perpétua quem os praticar, colocando como caso de interesse público uma questão de foro íntimo, totalmente desnecessária e invasiva, tal medida é extremamente lamentável e duplamente lamentável é o fato de alguns outros indivíduos comemorando tal medida desproporcional, lamentável e absurda, estes caracterizo em 2 classes: os fanáticos e intolerantes; e a segunda classe, os desavisados e ignorantes.

Antes de continuar precisamos saber o que é tolerância:

“A tolerância, do latim tolerare, é um termo que define o grau de aceitação diante de um elemento contrário a uma regra moral, cultural, civil ou física. “Fonte:Wikipédia.

Existem regras de tolerância social, um exemplo:

O tratamento digno, que quer dizer que eu não posso agredir gratuitamente um homossexual porque ele é homossexual. Por esse principio devo aceita-lo.
Dessa regra subscrita em moralmente é que se extrai o que seja um pensamento homofóbico.

Dois adendos importantes:

“Não, o respeito não é um valor universal. A dignidade, sim, pois podemos partir do ponto de que todos merecem um tratamento minimamente decente e, enquanto não nos fazem algum ataque, devem ser deixadas em paz. Mas o respeito é um valor muito elevado, próximo da admiração, e, por não ser um sentimento raso e comum, não é aplicável a todos. Há pessoas que não merecem o respeito, no máximo, um mínimo de tolerância. Mas apenas isso.

Respeito é algo que se deve conquistar. Não é um direito nato. É recíproco e só funciona se assim o for. “(Jean Augusto de Carvalho)

“Amarás, pois, ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento, e de todas as tuas forças; este é o primeiro mandamento. E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Não há outro mandamento maior do que estes.”(Marcos 12:30-31)

Se não consegue amar todo mundo… pelo menos, em regra de vivencia social, trata-o com dignidade.

Não é o termo “Homofobia” mas é a aplicação do termo que extrapola os limites, vai se chegar ou já estamos em um ponto que toda e qualquer atitude não-positiva(neutra ou negativa) será tratada como intolerância sobre os homossexuais.

Então, gosto de tratar como uma intolerância, toda a intolerância é ruim do mesmo jeito então não tem motivo de qualificação, não dá solução para o problema.

1. Animais humanos são uma tábula rasa, e seus desejos e preferências são meras construções culturais

2. Animais humanos herdam desejos e preferências de seus genes, não podendo alterá-los por influência do meio

A afirmação 1 é proferida pelas feministas, enquanto a afirmação 2 é proferida pelo movimento gay. Mesmo que ambos os grupos julgam os conservadores por causarem a situação de “opressão” em que viveriam, cada um sustenta suas alegações em princípios mutuamente auto-excludentes.

Vamos tomar parte neste post do segundo discurso: “Animais humanos herdam desejos e preferências de seus genes, não podendo alterá-los por influência do meio”. Não dá pra escolher nascer heterossexual ou homossexual, de fato, isso não se escolhe. “Gosto de mulher hoje, amanha quero gostar de homem”, jamais, isso não acontece. Mas o que vemos aqui é uma situação que poucos veem. Não defendendo atitudes homofóbicas, visto que a intolerância é intolerável, os homofóbicos podem nascer não gostando de homossexuais pela afirmação número 2, o que se alega a proposição por contradição do discurso utilizado pelos militantes, poderia-se criar uma intolerância por uma condição natural do homem animal. Se você que está lendo está ignorando essa lógica macabra que vocês próprios criaram, eu lamento, mas isso seria uma situação de intolerância a homofóbicos, pela lógica.

Para quebrar esse paradigma, se observarmos o que a psicologia evolutiva tem a nos dizer, ambas as duas afirmações estão erradas. Na verdade, animais humanos não são uma tábula rasa, pois seus instintos e tendências são herdados biologicamente, mas o meio cultural pode influenciá-los no melhor uso de seus instintos ou desejos, ou mesmo no abandono ou adaptação de alguns desses instintos, desejos e preferências.

Foi necessário estudar o frame e a imposição ideológica por conta da propaganda para analisar o termo, a militância que você esteja, talvez altere e dramatize demais pra você conseguir ver algo. No meio de calor e discursos inflamados não dá pra ver incoerências.
Continuando sobre o caso do presidente da Unganda, é justo que sociedade que deseja preservar os valores da família formada por homem e mulher proíba o casamento civil gay. Porém, as preferências sexuais de cada um, desde que não envolvam coerção ou abuso de crianças ou animais, não devem ser criminalizadas, ainda que sejam não sejam corretas, ate por causa do livre arbítrio, a única coisa que não nos permite é fugir das consequências. O presidente Museveni, que sancionou a lei que pune os gays na Uganda, é evangélico, assim como a maioria da população do país. As igrejas protestantes ugandenses têm o mérito de dar amplo suporte à eficaz política de combate à AIDS do governo, focada na abstinência para os solteiros e na fidelidade conjugal. Porém, pecam gravemente ao promover o ÓDIO aos gays. Os cristãos devem defender com força e coragem a família tradicional, formada por um homem e por uma mulher, mas sem odiar ninguém, como o próprio PAPA repete sobre a doutrina da igreja, acolher com fé no coração. As nações de raiz cristã não/nunca/jamais devem se equiparar a certas nações dominadas por islâmicos ou comunistas, em que os gays são tratados como pragas a serem exterminadas. Pelo que me é conhecido, atualmente, os únicos cinco Estados do mundo que condenam uma pessoa à morte por ser gay são muçulmano e se me lembro bem, os relacionamentos homossexuais são ilegais em 36 dos 55 países africanos. O que é de foro intimo, não devemos nos meter se não formos convidados a isso.

Na antiga União Soviética, da década de 1930 até 1992, ser homossexual era considerado um crime, um ato contra-revolucionário. Milhares de gays foram mortos em campos de concentração na Sibéria; lá, onde no inverno a temperatura chega a 40 graus abaixo de zero, eles realizavam trabalhos forçados.

Na China, desde o estabelecimento do governo socialista até meados da década de 1980, os acusados de práticas homossexuais eram condenados a penas severas, como a castração ou a pena de morte.

Em Cuba, Che Guevara, junto com Fidel Castro, foi responsável pela abertura dos campos de concentração para onde eram enviados os gays cubanos, de 1960 a 1970. E, até 1993, os portadores de HIV da ilha, em sua maioria homossexuais, eram capturados e detidos nestes mesmos campos. E os socialistas brasileiros do Leblon ainda tinham a cara de pau de elogiar a política de saúde cubana, que mantinha os níveis de contaminação por HIV no país baixíssimos… opa, sem revolts.

Nas últimas décadas, os socialistas reviram seus conceitos, e mudaram para conseguir hegemonia. Ao perceberem que poderiam instrumentalizar a homossexualidade para seus interesses de poder, passaram a promover os atos homossexuais na cultura e na educação escolar, divulgando também a ideologia de gênero. Os cristãos, unidos, devem lutar bravamente contra isso, mas sem jamais perder de vista o amor e o tratamento digno a todos. É sobre isso que Papa Francisco fala quando nos pede para tolerar e acolher os homossexuais, não que o papa seja um  revolucionário, mas ja explica o que a Igreja fala a 2 mil anos. Não está pedindo que aceitemos suas práticas como normais, mas que os vejamos como humanos! TODOS, incluindo-me, somos suscetíveis a arrastado a erros, e TODOS ERRAMOS.  E ser gay não é um dos motivos para condenar pessoas a sofrimentos ou à morte!

Voltando à Uganda… Sim! É necessário acabar com esse absurdo. Temos que tomar cuidado para não nos deixarmos levar pelo mesmo ódio, nem pelos sentimentos de revanchismo. Não podemos aplaudir medidas desumanas. Oremos todos os dias pelas pessoas que sofrem no mundo, não importando que opção sexual ou ideológica façam. Cristo veio para todos, rezemos pelas suas vidas e pela sua conversão. Jamais podemos alimentar o ódio, se pregamos o amor, a justiça e a moral.

Sobre o casamento civil gay: “Por que homossexuais não podem se casar?”

Os gays têm os mesmos direitos civis que os heterossexuais, claro que têm! Mas dentro dos limites da razoabilidade. Não podemos ignorar que o direito legítimo dos indivíduos só faz sentido em relação à sua condição social, à sua natureza. Por exemplo, o acesso ao matrimônio é negado às crianças, por motivos óbvios. Poderíamos nos perguntar, de forma descabida: “Por que uma criança tem menos direito do que um adulto?”. Ou, uma pessoa de 25 anos, desejando também receber do governo uma aposentadoria, poderia questionar: “Por que um jovem tem menos direitos do que um idoso?”. Compreendem agora a armadilha falaciosa embutida na pergunta? Não há lógica em um grupo reivindicar um direito alheio à sua natureza, que de modo algum lhe cabe! Ora, as relações homossexuais, em nenhum povo, em tempo algum (nem no auge dos bacanais em Roma, expoente magno dos direitos civis) foram equiparadas às relações heterossexuais. As relações gays jamais foram elevadas à condição de matrimônio. Porque a estrutura fundamental do matrimônio, formada por um homem e uma mulher, está na essência do espírito humano e na natureza da carne. Por isso, a defesa da família formada por homem e mulher não é uma questão religiosa, mas, antes de tudo, é uma questão de defesa do humano.

Vou olhar a questão do ponto de vista filosófico. A partir do momento em que a noção do que é verdadeiramente o matrimônio é depreciada pela equiparação com as uniões gays, já nenhuma barreira mais poderá haver para impedir o surgimento de novas demandas esdrúxulas. Se o conceito de casamento continuar a ser desconstruído pelo relativismo imoral, não haveria nenhum argumento para impedir o reconhecimento legal da união incestuosa de dois irmãos, e muito menos da poligamia, zoofilia, necrofilia. É o começo do fim das bases morais e familiares tão duramente conquistadas pelo Ocidente, ja que no Oriente, principalmente no médio, reina a poligamia e uso das mulheres como objeto sexual. Pra mim, é a volta da barbárie.

E agora do ponto de vista cristão, não sou e ninguém é obrigado a compactuar com o pecado, mas lembrando sempre que o pecador é um humano como todos os outros merece dignidade e acolhimento. Concluo que casamento é para heterossexuais, e que se o individuo é gay não lhe cabe e nem lhe diz respeito.

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